O Atlas retratava 36 ocupações em toda a cidade, sendo que estas se encontravam em sua maioria, no subúrbio de Salvador. Além disso, a maioria dessas ocupações possuem 300/400 pessoas por ocupação, o que representam 100 famílias nesse meio.
As condições também não eram favoráveis. Falta de saneamento básico, armazenamento de água em garrafas de refrigerantes, infraestrutura precária, etc.
Contudo, eram mal vistos pelos policiais. Ao invés de uma relação mais próxima da população, acabaram gerando uma imagem repressiva e causando uma desconfiança nesse trabalho.
Já diria uma citação contida na apresentação:
"A justiça é lenta a garante prioritariamente o direito à propriedade privada (...)"
Mesmo com todas as dificuldades, empecilhos e problemas, o Movimento (dos Sem Terra de Salvador) não parou de viver por causa disso, tampouco de lutar. São muitas as coisas a serem superadas e isso não pode ser "maquiado" pelas autoridades. Esse Atlas é uma vitória e uma demonstração do quanto precisa ser feito. Uma pena é que isso deveria ser observado também pelo governo e agir em prol dessa classe.
Seguindo a "turnê", fomos ao Labmundo, grupo de pesquisa com foco na Política Mundial. Tivemos uma conversa com o prof. Mateus lá no Lab. do Canela e foi bem proveitoso. Estar lá e ver tudo aquilo foi bem instigante a não só ficar num grupo, como querer aquele ambiente todo também. Ainda mais estudar coisas do mundo... No mínimo: fascinante.
Mas como dizem, "acabou-se o que era doce", tivemos que voltar pra casa. A sensação foi de quero mais e de voltar para lá. Por fim, Jornalismo que me espere.
Nenhum comentário:
Postar um comentário