sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Língua Brasileira e suas variações


            A Língua falada no Brasil nunca foi e nem será uma unidade estática e padronizada. Em um país ou região altamente populosa, é impossível várias pessoas falarem o mesmo idioma de forma unânime. As variações sempre estão presentes no cotidiano e nas relações pessoais. O problema está na parcela da população que não crê e fecha os olhos para estes ideais.
            Negros, Brancos, Índios, Imigrantes. O Brasil tem uma das culturas mais miscigenadas do mundo. Desde a chegada dos portugueses até a imigração dos europeus para o país, a língua falada foi “ingerindo” estes aspectos e adequando-os para o dia-a-dia. A Amazônia com influência indígena, a Bahia aderindo à Língua Portuguesa com influências africanas, enfim. Cada região foi criando sua identidade linguístca e o preconceito lingüístico foi originando-se. O conceito de “certo e errado” foi se encorpando e se vinculando no país.
            A elite foi se apropriando do que eles julgavam ser “certo” ou “errado” e o modo de falar virou sinônimo de ascensão social. E “ai de quem” for rico e discursar fora da norma culta e padrão da “Língua Portuguesa”. A sociedade discrimina e o indivíduo vira alvo de chacota e gozação. Em um diálogo, a fundamentalidade é de quem se comunica. Não existe certo ou errado, independente da pessoa ser nordestina, paulista, paraense ou gaúcha. Todos fazem parte de um único fundamento.
            No Século XXI, não é mais cabível qualquer tipo de Preconceito. Aceitar as variações da Língua Brasileira é o primeiro passo para exterminar o Preconceito Lingüístico. Valorizar estas variações ainda mais. Toda região tem suas características pessoas formando um único país chamado Brasil.

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