A Língua falada no Brasil nunca foi
e nem será uma unidade estática e padronizada. Em um país ou região altamente
populosa, é impossível várias pessoas falarem o mesmo idioma de forma unânime.
As variações sempre estão presentes no cotidiano e nas relações pessoais. O
problema está na parcela da população que não crê e fecha os olhos para estes
ideais.
Negros, Brancos, Índios, Imigrantes.
O Brasil tem uma das culturas mais miscigenadas do mundo. Desde a chegada dos
portugueses até a imigração dos europeus para o país, a língua falada foi
“ingerindo” estes aspectos e adequando-os para o dia-a-dia. A Amazônia com
influência indígena, a Bahia aderindo à Língua Portuguesa com influências
africanas, enfim. Cada região foi criando sua identidade linguístca e o
preconceito lingüístico foi originando-se. O conceito de “certo e errado” foi
se encorpando e se vinculando no país.
A elite foi se apropriando do que
eles julgavam ser “certo” ou “errado” e o modo de falar virou sinônimo de
ascensão social. E “ai de quem” for rico e discursar fora da norma culta e
padrão da “Língua Portuguesa”. A sociedade discrimina e o indivíduo vira alvo
de chacota e gozação. Em um diálogo, a fundamentalidade é de quem se comunica.
Não existe certo ou errado, independente da pessoa ser nordestina, paulista,
paraense ou gaúcha. Todos fazem parte de um único fundamento.
No Século XXI, não é mais cabível
qualquer tipo de Preconceito. Aceitar as variações da Língua Brasileira é o
primeiro passo para exterminar o Preconceito Lingüístico. Valorizar estas
variações ainda mais. Toda região tem suas características pessoas formando um
único país chamado Brasil.
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