terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Escapismo

Um jeans azul para se camuflar nas águas gélidas, um batom no tom ideal do sangue corrente pelas veias. Uma blusa leve, para me fazer sentir num déjà vu, quando estiver ao alcance do mar. Estar na terra causou danos. Para onde mais poderia escapar? Além do cais, sentimentos se esgotaram sem poderem repelir.
Sendo assim, que as ondas do mar me carreguem, me levem ao desconhecido e silencioso.
Isso te resta, então me leve.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sinceridade

Caminhar por um certo tempo e sozinho lhe leva a diversos pensamentos, os quais nunca passaram a sua mente. Pensar na sinceridade foi o destino de determinada viagem cerebral. 
Mas ora pois, por que a sinceridade?
Esse sujeito feminino causa várias sinapses por aí, e não é por menos. Afinal, quanta gente já disse ser sincera e não é? Seria hipocrisia? Talvez. Somos tão órfãos daquilo que esperam de nós, o ideal seria ser sincero. Ou pelo menos tentar ser. 
Certo é não aprender a esperar sinceridade de ninguém, até porque, mentimos à nós mesmos ao dizermos que somos sinceros. Então, quem somos nós diante da ignorância, né? É mais fácil atacar uma pedra no outro questionando a sua veracidade, ao invés de procurá-la antes em seu íntimo. 
A princípio, sincero mesmo é aquele que reconhece a sua falta de sinceridade, capaz de ter o bom senso de procurar ser verdadeiro consigo e refletir sobre.
Falar sobre isso não me faz mais ou menos sincero. Nem mais pã, nem mais tchã.
Só me faz querer sinceridade sua, minha, vossa.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Hands Down - Dog is Dead

Uma batida leve, um som clássico e uma letra que lhe permite viajar dentro e fora dela. É com 'pouco esforço' que recomendo essa banda britânica de indie pop surgida em 2008, em Nottingham. Primeiro trabalho foi um EP entitulado Dog is Dead (criativo, hein) em 2009. Depois desse, mais dois saíram: Your Childhood e Confessions, ambos de 2011.
O primeiro disco em si, foi lançado recentemente. All Our Favorite Stories chegou em outubro pra trazer uma magia (?) a mais. São 10 faixas para te "teletransportar" a outra dimensão. Hands Down está entre essas e é minha preferida por sinal. Um clima natalino, vídeo simples, porém bonito e uma melodia unida a um refrão que não sai da cabeça.
Essa é Hands Down, do Dog is Dead, que está longe de ficar morto.

Colóquio, Atlas, Pesquisa e afins

Foi de última hora, porém enhorabuena diriam os espanhóis. Minha turma na faculdade foi convidada pela nossa digníssima professora Tânia  para comparecer ao XII Colóquio Internacional. Sortudos e lindos que somos, fomos no dia 10 à palestra que divulgava o 'Atlas do Direito de morar em Salvador'.
O Atlas retratava 36 ocupações em toda a cidade, sendo que estas se encontravam em sua maioria, no subúrbio de Salvador. Além disso, a maioria dessas ocupações possuem 300/400 pessoas por ocupação, o que representam 100 famílias nesse meio.
As condições também não eram favoráveis. Falta de saneamento básico, armazenamento de água em garrafas de refrigerantes, infraestrutura precária, etc.
Contudo, eram mal vistos pelos policiais. Ao invés de uma relação mais próxima da população, acabaram gerando uma imagem repressiva e causando uma desconfiança nesse trabalho.
Para solucionar o problema, o governo resolveu aplicar o projeto 'Minha casa, minha vida'. Porém muitas pessoas não tem renda suficiente para manter a residência (contas de luz, água, gás, condomínio, etc.).
 Já diria uma citação contida na apresentação:
"A justiça é lenta a garante prioritariamente o direito à propriedade privada (...)"
Mesmo com todas as dificuldades, empecilhos e problemas, o Movimento (dos Sem Terra de Salvador) não parou de viver por causa disso, tampouco de lutar. São muitas as coisas a serem superadas e isso não pode ser "maquiado" pelas autoridades. Esse Atlas é uma vitória e uma demonstração do quanto precisa ser feito. Uma pena é que isso deveria ser observado também pelo governo e agir em prol dessa classe.

Seguindo a "turnê", fomos ao Labmundo, grupo de pesquisa com foco na Política Mundial. Tivemos uma conversa com o prof. Mateus lá no Lab. do Canela e foi bem proveitoso. Estar lá e ver tudo aquilo foi bem instigante a não só ficar num grupo, como querer aquele ambiente todo também. Ainda mais estudar coisas do mundo... No mínimo: fascinante.
Mas como dizem, "acabou-se o que era doce", tivemos que voltar pra casa. A sensação foi de quero mais e de voltar para lá. Por fim, Jornalismo que me espere.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Um conto de Dezembro

O verão se aproximava com o anoitecer mais longo. A cidade só respirava tons vermelhos, brancos e verdes. Sim, era Natal (mesmo com 20 dias de antecedência). Como era habitual, ir à rua era prioridade do meu sábado. A Avenida Sete era meu destino. Incerto era saber: Natal ou Carnaval? Tudo estava congestionado das calçadas às pistas. Ou seja, numa avenida nomeada de setembro, no mês de dezembro com fluxo de fevereiro? Só posso te confessar que: Isso é Salvador! O sentido era não fazer sentido.
Dizem que para tudo há uma razão. Esperava realmente achar uma na Avenida Sete, em busca de algo parecendo não existir numa via comercial - damasco.  O que seria da vida sem as mães nos mandando para missões complexas e desafiadoras?
Apois, o desafio não deixava de ser um estímulo. Mais umas compras básicas para enfeitar a casa e tudo pronto. Certo? Bem... Conte com as filas. E como é de praxe, procurar mais, pagando menos. Nessas horas bate a vontade de ser rico e mandar comprarem para você. Ou até comprar qualquer coisa na Le Biscuit e tudo fica lindo do mesmo jeito. Porém, acontece que não sou. Ser pobre  não me permite pensar muito sobre isso.
Pisca-pisca comprado, adereços ajustados, me faltavam os damascos, nessa altura, mais difíceis que conquistar o Barroquinha das 06:30. De toda maneira, seguia minha caminhada. Depois do corredor da Piedade, saí na sinaleira do Center Lapa. 34ºC e uma integridade se encerrando suor abaixo.
Por alguma razão a mais, eu tinha de estar ali, andando ~no meio do povão~ e parar no semáforo indicando:  Pare.
Ela parou. Eu também.
Nossos olhos se cruzaram e não conseguia mais deixar de fixar. Não é todo dia que alguém, ou mais especificamente, Ela, iria deixar você seguir seu caminho. O mundo ao redor pareceu parar. Meu mundo parou. Seus cachos castanhos se contradiziam com seu ar executivo. Os olhos verdes não estavam dispostas a sabe de outra direção. Nada mais parecia importar desde então.
Nunca pude crer muito em amor à primeira vista. Me peguei enganado.
Grande era a sintonia, ignorando o vidro e alguns metros que nos separavam.
Os 30 segundos se encerraram e o semáforo tratou de indicar o indesejado: Siga.
Não queria perdê-la de vista e ela tampouco. Era loucura? Ou não? As buzinas começaram a chiar e o choque de realidade se impôs. Segui parado enquanto seu carro acelerou a fim de romper o clima.

Por ironia ou não, me virei e um senhor estava (finalmente) vendendo a fruta impossível. Depois de tanta procura e sacrifício, estava ali do lado. Comprei e pensei na tal garota. Se tudo tinha seu preço e sacrifício, para tê-la, deveria realizar isso.
Coincidência ou não, faltava uma coisa para definitivamente tomar a decisão de procurá-la. Nunca dessas barracas, Pablo começou a tocar e não pude deixar de notar.
"Baby, Baby, Baby,
Sem você eu choro.
Baby, Baby, Baby
Oh Baby, te adoro..."
Pablo me inspirou e fiz o que poderia ser considerada a maior loucura já feita por mim: correr atrás de alguém nunca visto anteriormente.
Das maiores loucuras, paixões emergem...
Corri pela Joana Angélica na busca. Imaginei quão stalker estava sendo. Tava mais pra stalker TIM, sem fronteiras. Porém não poderia desistir. Não dessa vez.
Num golpe de vista, seu carro estava estacionado.
- Thanks, God.
Naquela altura, pouco importava correr feito um doido pela avenida e cheio de sacolas. Era Ela e exigia isso. Enfim chegando ao carro, o mesmo se encontrava fechado, travado, escuro e sem ninguém.
Nem sei porque diabos estava tentando encontrá-la ainda aqui. Pensava e avistava onde poderia estar, até ser interrompido por um som.
- Perdeu alguma coisa?
Era sua voz num tom apaixonante, soando, porém, de maneira séria e reguladora.
- Eu... Eu...
Faltaram palavras para dizer o que perdi. Seu tom me inibiu e a magia parecia ter se perdido.
- Eu...
Ela me olhava fixamente e com um ar de desafio. Percebendo então tudo que fiz para estar ali, de frente a possível mulher dos meus filhos, só me restavam as desculpas.
- Olha, eu não que...
- Xiu.
Assenti. Depois de minutos, percebi que estávamos na frente de uma rua estranha, lugar provavelmente indevido para uma conversa. Eu disse: provavelmente. A executiva não pensava desse jeito. Parecia disposta a acabar com tudo ali mesmo.
A rua era um sinal claro de derrota. Quase ninguém a vista, o odor de urina e poças lamacentas pelos paralelepípedos.
- Me desculpe.
O que eu tava fazendo mesmo?
- Desculpe por te seguir até aqui.
Ela andou em minha direção e me colocou contra a parede. Estava frito.
- Eu não sei o que tava pensando...
- Eu sei - disse calculista.
Pôs a mão em seu bolso e larguei as sacolas no chão. Era hora de ir para outra dimensão.
- Eu sei bem o que você quer... - seguiu passando um batom vermelho periguete em sua boca.
Até para matar precisa de maquiagem?
Sua mão subiu perigosamente ao longo do meu peito e estava no meu pescoço. Não sei como, mas isso me parecia excitante.
- Moça, eu...
- Calado.
Ríspida e prática.
Beijou-me para por fim às palavras, pensamentos e outros mais. Demorou o suficiente para faltar ar e só me calar ao observá-la irretocável.
Pegou mais acessórios em seu bolso (como eles estão mais fundos hoje em dia, hein?) e tratou de anotar seu número seguido de seu nome.
Joana. Soava lindamente
- Trate de não me esquecer.
Seguiu em direção ao seu carro.
- Seria loucura.
Assim ela se foi. Dessa vez, com a a certeza de encontrá-la mais uma vez.
Pude voltar a realidade do dia. Desci pela Joana Angélica (a-ha) e depois à Barroquinha. Sorrindo de canto a canto, com as lembranças do seu doce beijo. É, deve ser tempo de amar...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Amor e amoras

Viver é ótimo, mas a vida é chata. E viver sem vocês é insuportável também. Nada como umas idas e vindas pra podermos voltar ao mesmo ponto: saudades. Saudades todos podem sentir, mas a minha, meus amores e amoras, não é normal.
Imagem mais brega impossível. kkkkkkkkkk
Geralmente, quando sentem saudades, é de estar sozinho ou não ter como falar ou quando se tá triste, etc etc etc. Minha saudade é de ter vocês para compartilhar aqueles comentários idiotas que só vocês entenderiam e que não iam rir, porque não ia ter graça. Mas iria rir de mim por estar rindo da própria idiotice. kkkkkkk
Minha saudade é de querer reviver os velhos momentos e criar outros novos para podermos lembrarmos e saboreá-los incondicionalmente.
Minha saudade é de poder estar cercado de 100 pessoas, mas ainda sentir falta de vocês. Por que? Porque vocês fazem toda a diferença.
Toda a diferença da minha vida.
Toda a diferença necessária na minha vida.
E que por isso, não me fazem esquecer de vocês. Cada um me faz lembrar de uma coisa bem pequena mas que já me remete à um sorriso largo e distante.
Oh guys, I miss you there.
E então baby baby's, é chegada a hora que paro e penso... Não são apenas saudades. É muito muito muito amor. Amor que me faz sempre lembrar de vocês na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na fome ou na satisfação, nas risadas ou no choro. Vocês que me fazem sentir tudo isso e pensar que não preciso de mais nada. Porque vocês são FODA! kkkkkkk
Um beijo a você que teve paciência de ler isso tudo. Is everything.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Paixões e outras paixões

Vem uma paixão,  a gente se aproveita, curte e depois acaba e... o que fazer? O que existe depois de uma paixão "mal-sucedida"?
De princípio, vem a tristeza, a chateação, a "solidão" e desconsolo. Por que sempre temos a sensação de que ninguém mais será suficiente? E depois de uns tempos de pura "encheção de xoriça", estamos prontos novamente sem perceber. Questão de tempo depois, outra paixão e um ciclo que parece não ter fim. Nesse ciclo nos aconchegamos e criamos um "vício" de se apaixonar por alguém para esquecer um outro. (Concordância, where?) E estaria certo?
Sim, não, não sei... E quem poderá julgar, hein? Não sei e talvez não será eu. Logo eu que tanto sofro disso. Mas o modo que nos apaixonamos não seria para esquecer nossas frustrações? Sim, é assim. E é bom! Pode ser covarde de minha, nossa, vossa parte, porém quem se importa? Enquanto não descobrirem resolução melhor, estaremos nessa... Até não perder alguém para nunca mais.
PS: E sejamos justos com os outros, ou aqueles que vamos nos apaixonar novamente.
Look the blue sky
And imagine.
You and I,
flying free, lovin'
In the song of our ballad
No more war, words and feelings.
I want your heart
Feel this moment and travel..
This is our time for life.
Oh sucks... rs